A produção fotográfica de Júlio César Mota Petrucci estabelece um diálogo estético sobre a botânica, a luz e a percepção do tempo. Atuando como artista visual, fotógrafo e professor, sua prática consolida-se através da construção de um storytelling visual que se manifesta pela observação atenta dos ciclos naturais. Sob a ótica curatorial, sua obra não se limita à representação documental da flora; ela fundamenta um universo onírico onde a realidade física da planta serve de suporte para a manifestação de uma subjetividade etérea e contemplativa.
A Captura Temporal e a Luz como Emoção
Inspirada pelo conceito do impressionismo literário e visual, a fotografia de Júlio César Mota Petrucci registra a botânica em variados momentos do dia para capturar a transitoriedade das sensações. A luz, neste contexto, despoja-se de uma função puramente física e técnica para tornar-se um elemento de expressão artística, ajustada precisamente à aspecto emocional da cena. Ao documentar a luz que incide sobre orquídeas, rosas e folhagens tropicais, o artista utiliza recursos como o lens flare e o desfoque intencional para narrar a fluidez do tempo e o brilho efêmero da natureza.
Essa luminosidade, calibrada pela emoção e pela experiência do olhar, retira o objeto de um contexto estático e o insere em uma dimensão pictórica onde os contornos se diluem em favor da atmosfera. Para colecionadores e curadores que buscam materializar essa experiência imersiva em ambientes físicos, o acervo de obras originais assinadas disponibiliza registros que preservam essa sensibilidade e a autoria do artista.
Sinergia Artística e a Prática Pedagógica
A construção deste universo de sonhos expande-se na intersecção com o Ateliê José Augusto Novas. A fotografia de Júlio César Mota Petrucci estabelece um diálogo estrutural com as composições musicais e poéticas de José Augusto Novas, resultando em um acervo onde imagem e som convergem para um estado de serenidade e beleza. Como professor, Júlio César Mota Petrucci utiliza essa sinergia como ferramenta de mediação cultural, unindo a educação à apreciação sensorial.
Essa prática pedagógica e artística é preservada através de livros e publicações editoriais, onde a curadoria das imagens e o refinamento do projeto gráfico reforçam o caráter artsitico do trabalho. O storytelling iniciado na lente fotográfica ganha novas escalas ao ser transposto para pôsteres artísticos de alta fidelidade ou para o design de uso cotidiano em camisetas exclusivas, convertendo a visão onírica em um elemento tangível.
O Legado no Espaço Digital e Streaming
A transição do ateliê físico para o ambiente digital e o ecossistema de streaming permite que a luz impressionista de Petrucci alcance uma audiência global. Em plataformas como Spotify, Apple Music e Tidal, a imagem torna-se a âncora visual de um projeto que celebra a delicadeza e a beleza efêmera. No canal do Ateliê José Augusto Novas no YouTube, as produções audiovisuais de Petrucci proporcionam uma imersão completa, onde o piano e a fotografia narram visualmente um universo de rara profundidade estética.

